Um novo olhar sobre o 4 de Julho

Em vésperas de os Estados Unidos da América comemorarem, no próximo dia 4 de julho, mais um Dia da independência, vale a pena recordar um certo acontecimento que trouxe à Humanidade uma nova luz, na sua jornada evolutiva.

O nascimento dos EUA, à semelhança de muitas outras nações, encontra-se envolta em mistério, sendo sempre difícil distinguir especulação de facto.

Neste trabalho, enquanto escrutinador da Verdade, procuro sempre seguir fontes fidedignas. Optei por seguir as pisadas legadas de Manly P. Hall em Secret Teachings of All Ages; os contributos de Isabel Cooper-Oakley em Conde Saint Germain e a introdução da La Très Sainte Trinosophie.

No que concerne ao caso da criação dos EUA, coloca-se sempre a seguinte questão: Seria a visão de Sir Francis Bacon em “The New Atlantis and the Great Instauration” um sonho profético da grande civilização nascente no Novo Mundo? Com efeito, as Sociedades “Ocultas” unidas Fraternalmente com a Verdade, do qual tinham planos de implantar no continente americano, uma nova nação, concebida em liberdade e dedicada à premissa de que todos os seres humanos são criados em igualdade de oporunidade.

O episódio ocorrido no 4 de julho de 1776 coloca em evidência, de certo modo, a influência dessa Mão Oculta (entendido por muitos estudiosos como uma Força Oculta) que desde os primórdios tenta colocar a Humanidade no caminho da evolução e iluminação. Através dela, nações erguem-se como veículos da divulgação dos bons, belos e justos Ideais, e enquanto a eles são Fiéis vivem. No enatanto, quando se desviam começam a esmorecer até ao completo desparecimento. Isto seria um bom tema, não é esse o objeto que queremos mostrar.

A Declaração de Independência levou a luz da esperança junto do coração dos oprimidos ao proclamar as liberdades e os direitos para aqueles que foram testemunhas oculares do acontecimento bem como para todas as gerações vindouras.

Na cidade de Filadélfia, um dos misteriosos episódios da história que conduziu à independência dos EUA. Na antiga State House na cidade de Filadélfia, um grupo de homens patrióticos encontrava-se reunido para a importante tarefa de cortar o derradeiro laço entre o velho país e o novo. As cartas de Thomas Jefferson dão-nos uma descrição detalhada dessa portentosa sessão.

Era um momento solene e não eram poucos aqueles que, entre os presentes, temiam que as suas vidas fossem o preço a pagar por tamanha audácia. Nesse dia, foram proclamados vários discursos. Entretanto, no calor do debate, fez-se ouvir uma voz firme e convicta. Os participantes pararam e voltaram-se a fim de olhar para o “estranho”. Quem era aquele homem que aparecera repentinamente no meio deles e os trespassara com uma oratória portentosa? Nunca o tinham visto, ninguém sabia quando e como entrara, mas a sua forma alta e o rosto pálido encheram-nos de pasmo. Com uma voz que ecoava com um zelo sagrado, o “estranho” agitou a alma de cada um dos membros. 

O seu discurso, que pode ser lido abaixo, serviu de inspiração para a assinatura da Declaração de independência, levando assim a luz da esperança junto do coração dos oprimidos ao proclamar as liberdades e os direitos para aqueles que viveram o acontecimento bem como para todas as gerações vindouras.

Forca?! Eles podem arrastar os nossos pescoços para todas as forcas; eles podem transformar cada pedra num cadafalso; cada árvore numa forca; cada pedra numa sepultura, e ainda assim jamais as palavras deste pergaminho poderão morrer! Eles podem derramar o nosso sangue em mil cadafalsos e, no entanto, a cada gota que tinge o machado, um novo defensor da liberdade nascerá! (…)
As palavras desta declaração viverão no mundo muito depois dos nossos ossos virarem pó. Ao mecânico, na sua oficina, devem levar a esperança; ao escravo nas minas, liberdade; mas aos reis e covardes, estas palavras serão um sinal de advertência que terá de ser ouvido, não têm outra escolha…
Assinem esta documento! Assinem, mesmo que no próximo momento a corda da forca esteja sob o vosso pescoço! Assinem, mesmo que no próximo instante esta sala seja invadida pelo som machados a cair! Assinem, com todas as vossas esperanças na vida ou na morte, enquanto homens, maridos, pais, irmãos, assinem ou sejam amaldiçoados para todo sempre! Assinem, não apenas por vós, mas por todas as gerações vindouras, pois esse pergaminho para sempre será o livro de liberdade, a bíblia dos direitos do Homem.
Não, não comece a sussurrar com espanto! É a verdade, os vossos próprios corações são testemunhas: Deus proclama isto! Olhem para esse estranho bando de exilados, subitamente transformados num povo; um punhado de homens, fracos em armas, mas poderosos na fé divina; Olhai para as vossas recentes vitórias de Bunker Hill, Lexington, e então digam-me, se puderem, que Deus não deu a América para ser livre!
Não é permitido ao nosso pobre intelecto humano subir aos céus e perfurar o Conselho do Todo Poderoso. Mas eu penso que estou entre as terríveis nuvens que velam o brilho do trono de Deus.
Vejo o Anjo ir junto aquele trono e falar a sua terrível mensagem. “Pai, o velho mundo é batizado em sangue. Pai, olha com um relance do Teu eterno olho, e contempla sempre esta visão terrível, o homem a ser pisado e oprimido, nações perdidas em sangue, morte e superstição, andando de mãos dadas pelos túmulos das vítimas, e nem uma única voz a levar esperança ao Homem!
Ele está lá, o Anjo, com o registo da culpa humana. Mas ouçam! A voz de Deus fala dessa horrível nuvem: “Haja luz outra vez! Diz ao meu povo, aos pobres e oprimidos que saiam do velho mundo, da opressão e do sangue, e construam um novo altar.
Enquanto vivo, meus amigos, acredito que ser a voz Dele! Sim, a minha alma estava a tremer à beira da eternidade, esta mão congelando na morte, esta voz a engasgar-se na última luta e eu ainda, com o último impulso daquela alma, com o último movimento daquela mão, com o último suspiro da voz, imploro para que se lembrem desta verdade – Deus deu aos Estados Unidos a liberdade!
Sim, quando afundei nas sombras da sepultura, com o meu último sussurro, imploro para que assinem este documento por todos aqueles milhões cuja respiração fica em suspenso perante a expectativa de poderem ouvir as palavras: Agora ‘Você é livre’.

Conde de Saint Germain

Esse “estranho” a que alguma historiografia alude, é nada mais nada menos que famoso Conde Saint Germain.

Descrito, por quem conviveu com ele, como “amigo de toda humanidade”. Precisamente como Amigo e por acreditar firmemente num mundo bem melhor, coloca-se por Responsabilidade ao dispor para ajudar o mundo. Além disso, foi ainda conselheiros de reis e príncipes, inimigo de ministros que eram especialistas na fraude, procurando afastar as nuvens tempestuosas que de tempos em tempos se abatiam sobre as nações. No entanto, o orgulho, a vaidade e a prepotência do Homem faziam com que as suas palavras de advertência não fossem ouvidas, não restando ao ser humano aprender da forma mais dolorosa, isto é, pela experiência.

Quando ele se deixou cair numa cadeira após terminar o discurso, um entusiasmo esperançoso irrompeu pela sala. Nome após nome, foram inscritos no pergaminho: a Declaração da Independência era assinada. Mas onde estava a nossa misteriosa personagem, o Conde Saint Germain, que desbloqueou a Coragem latente naquele grupo de homens e pusesse em marcha esta tarefa imortal – que, por um momento, levantara o véu dos olhos dos presentes e lhes revelara pelo menos uma parte da grande proposição com que a nova fora concebida? Desaparecera, e nunca mais foi visto.

Para finalizar, desejamos um feliz dia ao povo americano. Que este dia sirva também para refletir se o país ainda está em conformidade com o propósito inicial? Será que o desafio colocado pela China e ascensão populismo sinais da decadência do país?

Leituras recomendadas

Manly Palmer Hall – The Secret Teaching of all Ages

Isabel Cooper-Oakley – Conde Saint Germain

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