Fabricante de cartão canelado? Tudo o que precisa medir

Os métodos de ensaio padronizados têm tradições antigas na indústria papeleira. Com efeito, no início da centúria de 1900, percebeu-se que havia uma clara necessidade de padronizar os diferentes métodos usados para caracterizar o papel. O teste de resistência ao rebentamento, de acordo com Mullen, por exemplo, foi estabelecido como o primeiro método de teste TAPPI em 1917.

Atualmente existem cerca de dez instituições envolvidas na padronização de métodos de ensaio para controlo de qualidade. O número de métodos de ensaio padronizados têm vindo aumentar e a serem atualizados, de modo que a situação às vezes pode parecer ao leitor confusa e difícil.

Não restam dúvidas, que a criação de métodos de ensaio padronizados era, pois, imperiosa, enquanto elo de comunicação entre o vendedor e o comprador, e, deste modo, criar um clima de confiança mútua. No âmbito da investigação, os métodos de ensaio também constituem uma condição prévia para o intercâmbio de conhecimentos. Sem métodos de ensaio padronizados, o mercado de papel seria completamente praticamente incompreensível.

1. Ensaios imitatórios ou ensaios físicos?

O grande número de métodos existentes de ensaio na indústria papeleira pode ser explicado pelo facto de muitos métodos serem imitatórios. Por outras palavras, durante o ensaio procura-se imitar como o produto de papel se vai comportar durante a utilização. Isto dá azo para um enorme número de métodos de ensaio, em princípio tantos ensaios quantas forem as diferentes áreas de utilização dos produtos de papel, uma ideia a nossa ver pouco razoável e confusa.

Se, por outro lado, nos limitarmos à simples medição das propriedades físicas, estaremos limitados a alguns métodos. Mas perguntemo-nos poderão os transformadores e utilizadores finais ficarem satisfeitos apenas com as “simples” propriedades físicas do papel? Certamente, a resposta seria um rotundo não! Do ponto de vista do conversor e do utilizador final, o comportamento do material é mais interessante do que as suas simples propriedades. Portanto, respondendo à questão levantada anteriormente, precisamos tanto dos métodos físicos como dos métodos imitatórios para, deste modo, podermos ser capazes de comunicar adequadamente as propriedades de um papel ou de um produto de papel.

Independentemente de estarmos perante ensaios físicos ou imitativos, é importante definirmos que o que vamos medir é relevante. Este é um critério extremamente importante e significa, em suma, que o que medimos será importante para o produto em questão, quer como informação sobre o processo de fabrico, quer como informação sobre como o produto se comportará no processo conversão ou na sua utilização final.

2. Bons métodos de ensaio exigem bons equipamentos

Além de atender ao critério de relevância, um bom método de ensaio deve medir o que se propõe a medir; deve, por um lado, ser preciso e reprodutível; e, por outro, simples e rápido de executar. Os fabricantes de equipamentos de ensaio para o quality control de um produto tão complexo como o papel estão, pois, sujeitos a uma vasta gama exigências.

Que um método realmente meça o que se pretende medir não é tão evidente quanto parece. Existem muitos exemplos em que a norma ignorou requisitos essenciais no que diz respeito à conceção dos equipamentos de ensaio ou ao seu manuseamento. Pode dizer respeito a tolerâncias de medição em relação ao provete, como, por exemplo, no caso do ensaio Edge Crush Test (ECT), que são extremamente críticos e determinam completamente o resultado. A exigência de que um método/norma seja preciso e reprodutível nem sempre é fácil de cumprir. Com efeito, muitos métodos de ensaio são subjetivos ou afetados pela capacidade do operador na realização do ensaio de maneira uniforme. Os equipamentos de laboratório mais antigos, muitos ainda operados de forma manual, às vezes impõem exigências excessivas ao pessoal do laboratório. Um exemplo de tal método é a medição de fricção (COF). A exigência de que um método seja simples e rápido de executar é cada vez mais enfatizado. Todos sabemos que os custos de investimento em equipamentos de laboratório são insignificantemente pequenos em comparação com os custos de construção e de operação. O preço de aquisição dos equipamentos de laboratório é, portanto, de importância secundária no investimento total. O importante é que os ensaios, segundos as normas prescritas, sejam realizados de forma racional e precisa. Com efeito, muitas vezes, grandes quantias estão em jogo para justificar o risco de ter de descartar uma produção inteira ou de ter que atender a reclamações dispendiosas devido a equipamentos de ensaio deficientes. Somente equipamentos de laboratório da melhor qualidade e desempenho atenderão aos requisitos.

3. O que precisa de medir um fabricante de cartão?

A escolha dos métodos de ensaio não pode ser generalizada para todos os fabricantes de cartão canelado, mas deve, naturalmente, ser adaptada às diferentes condições prevalecentes. Não obstante, podem ser dados alguns conselhos gerais relativamente à estratégia de ensaios laboratoriais do cartão canelado e de cada um dos seus componentes.

O problema pode ser estruturado diferentes maneiras. Um método geral, partindo das propriedades desejadas do produto final, passa por seguir as diferentes etapas de fabricação e transformação até as propriedades que o revestimento em kraft e canelado devem ter para obter um bom resultado. Isto inclui tanto os requisitos de operacionalidade em máquinas de conversão e embalagem bem as propriedades de serviço do produto, aspeto e a sua função como portador de informações.

3.1. Requisitos de ensaio primários para kraft e canelado

3.2. Requisitos para cartão canelado

  • Edgewise Crush Resistance (ECT)
  • Flat Crush Test (FCT)
  • Bending Stiffness
  • Bursting Strength Test
  • Pin Adhesion Test (PAT)
  • Puncture Energy Test (PET)
  • Warp
  • Thickness
  • Water absovity (COBB)
  • Print Quality
  • Washboarding

3.3. Requisitos para produto acabado

Em conclusão, na RMP Consulting Services somos um equipa de consultores especialistas na área do cartão.

Para informações adicionais entre em contacto conosco e não deixe de visitar os sites dos nossos parceiros IDM-Test e a IGT.

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